Eu sentada no meu quase sono que tem nome de banda inglesa
Espero inconscientemente ainda essa noite encontrar-te
experimentá-la e ser alguém que eu não sou deveras
Por conta de elucidação, dos seus gestos e da sombra
que eu pertença ao muro e/ou ao topo, ao cume dele.
Este coração-válvula deve mesmo ser uma bolha de ar
e você o dedo faminto que falta
Deus tirou um dos meus pra fazer dele um chaveiro
certa de que te criei na minha mente ou num tedioso toilette/banheiro
num momento epifânico, num gesto chulo, primata.
Então o céu é um lugar onde nada acontece
não se pode morder flores ou se quer comer neblina
pois sua boca, é uma boca de Chagall
e aqueles que importam pro mundo foram e estão no céu
farto de tédio como o seu anjo índico, ninfa/menina
Apogeu dos montes, café que se esquenta
olhos de delineador pra afastar os obsessores
Andar que eu não conheço, cabeça de mosaico e beleza de oferta
sem rumo, sensata e sem preço
Torre quase de Babel, futuro mais que perfeito
Sorriso calmo que furto, e mal vivo em missão
sem óculos ou mantimentos, só o distante e vil pensamento
uma curta oração no presente do imperativo que emana premonição
“Que eu tenha paciência e outrossim beleza”